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PARTILHA
QUE SALVA VIDAS
Nas
comunidades acompanhadas, os líderes da Pastoral da Criança
colocam em prática e ensinam às famílias um
conjunto de ações de saúde, nutrição,
educação, cidadania e espiritualidade de forma ecumênica,
voltadas tanto para a sobrevivência e o desenvolvimento integral
da criança como para a melhoria da qualidade de vida das
famílias e das comunidades.
Ações
Básicas - Guia do Líder
Quando
a família é acompanhada pelo líder da Pastoral
da Criança, seus membros sentem-se amparados e fortalecidos
para buscar soluções para os problemas. O líder
conhece bem a família e a situação em que ela
vive, pois pertence à mesma comunidade. Assim, ele pode orientá-la
sobre os seus direitos e deveres e, juntos, lutarem por uma melhor
qualidade de vida. O líder também contribui para prevenir
a violência doméstica, levando a mensagem da Paz, do
amor e da solidariedade. As ações básicas são
aquelas que não podem faltar, pois são o cerne do
trabalho da Pastoral da Criança. Vamos conhecer os principais
temas que orientam as ações da Pastoral.
1.
Acompanhamento das gestantes:
• Direitos e Deveres.
• Cuidados importantes na gravidez:
- Preparo para o aleitamento materno, pré-natal, alimentação,
higiene, vacinação etc.
- Apoio psicológico, melhoria da auto-estima.
• Acompanhamento de cada trimestre da gravidez:
- Desenvolvimento do bebê no útero.
- Queixas mais comuns, sinais de risco.
- Preparo para o parto e pós-parto.
2.
Acompanhamento das crianças menores de seis anos:
• Direitos.
• Como a criança aprende e se desenvolve.
• Aleitamento Materno.
• Avaliação Nutricional.
• Higiene e Saúde Bucal.
• Imunização.
• Orientações para a prevenção
e tratamento da diarréia e de infecções respiratórias.
• Sinais de Risco para a Saúde.
3.
Promoção da Dignidade da Pessoa, Cidadania, Espiritualidade,
Educação para a Paz e Alfabetização
para líderes comunitários.
A
comunidade em ação
A
Pastoral da Criança tem como meta o desenvolvimento integral
das crianças menores de seis anos. Mas, os cuidados com as
famílias e comunidades não podem faltar. É
como diz a Ora. Zilda Arns: "Se as famílias vão
bem, a criança vai bem':
Por
isso, a entidade possui algumas ações complementares
que ajudam a reduzir a mortalidade infantil e promovem melhorias
no contexto familiar e comunitário em que a criança
está inserida. São elas:
• Alfabetização para mães
de crianças acompanhadas ¬Educação de Jovens
e Adultos.
• Brinquedos e Brincadeiras - visando aumentar
o interesse pelo brincar e pelas atividades de lazer nas comunidades,
apoiando as famílias na criação de um ambiente
favorável ao desenvolvimento e educação de
suas crianças.
• Controle Social das Políticas Públicas,
pela ação junto aos Conselhos Nacional, Estaduais
e Municipais de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente,
Segurança Alimentar, entre outros.
Opcionalmente,
também podem ser realizadas as seguintes ações:
• Geração de Renda.
• Organização de Rede de Comunicadores Populares
em Rádio.
• Educação de Jovens e Adultos - para outras
pessoas das comunidades acompanhadas.
...... 
O
trabalho da Pastoral da Criança depende, exclusivamente,
de seus voluntários. Mais de 267 mil pessoas acompanham mais
de 1,9 milhão de crianças e 97 mil gestantes em mais
de 42 mil comunidades de 4.063 municípios brasileiros. A
ação destas pessoas tem ajudado a reduzir a desnutrição
e a mortalidade infantil e a promover a paz e a justiça social
nos grandes bolsões de pobreza e miséria do país.
É um trabalho baseado na solidariedade humana e na multiplicação
do saber. O resultado é o fortalecimento do tecido social
das comunidades.
LEVANDO LUZ ÀS FAMÍLIAS - AS ATIVIDADES DO
LÍDER DA PASTORAL DA CRIANÇA
Jesus
disse: "Ninguém acende uma lamparina para cobrir
com uma vasilha ou colocar debaixo da cama; pelo contrário,
ela é colocada sobre um suporte a fim de que todos que entrem
vejam a luz" (Lc 8,1 ;16). Esse ensinamento orienta
o trabalho do líder, que leva a luz do saber às famílias
da sua comunidade. Ele faz isso por meio de três atividades
mensais: a Visita Domiciliar, o Dia do Peso - Dia da Celebração
da Vida, e a Reunião para Reflexão e Avaliação.
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A visita que gera laços de fraternidade
A
Visita Domiciliar é o contato mais íntimo entre o
líder e as famílias que ele acompanha. Nas visitas,
o líder tem a possibilidade de conhecer melhor a família
e partilhar conhecimentos e experiências sobre nutri¬ção,
higiene, cidadania, gestação, prevenção
de doenças, educação infantil, entre outros
assuntos. Também analisa o que pode ser melhorado no cuidado
com as crianças, na gestação e no convívio
familiar.
Na
Pastoral da Criança, cada líder voluntário
acompanha, em média, 13 famílias, e trabalha 24 horas
ao mês. No Brasil, são mais de 1,8 milhão de
visitas domiciliares acontecendo todos os meses. As famílias
visitadas estão cuidando melhor de suas crianças e
ganhando auto-estima para transformar suas vidas e de seus filhos.
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......

Criança
tímida
Cada criança tem um temperamento próprio. Tem crianças
que sorriem para todas as pessoas, conhecidas e desconhecidas, conversam
e brincam com todos. Outras são muito tímidas. Não
sorriem nem se relacionam com ninguém que não conheçam
bem. Algumas são tão tímidas e envergonhadas
que até se escondem atrás da mãe quando um
estranho aparece.
Timidez não é doença. Só se torna um
problema quando isola a criança do mundo, quando não
brinca nem se diverte. A criança tímida tem dificuldade
em ambientes sociais, com pessoas estranhas, mas sente-se bem convivendo
com um grupo menor de pessoas, ou quando está sozinha.
Os pais não devem "rotular" seus filhos por causa
desse jeito de ser. Isso só deixa a criança mais ansiosa
e insegura. Com o tempo, a criança pode ir se tomando um
pouco mais sociável. Os pais e familiares podem ajudar, com
paciência, tomando algumas atitudes:
•
Habituar a criança, desde cedo, a conviver com várias
pessoas, inclusive fora do ambiente familiar.
• Quando a criança tiver que ir para a creche, a
mãe ou o pai deve tentar passar alguns momentos com ela
nos primeiros dias, diminuindo aos poucos a duração
da visita. Assim o bebê vai se habituando a ficar sem a
presença deles.
• Se for contratada alguma pessoa para ficar com o bebê
em casa, é desejável um dos pais ficar com ambos
nos primeiros dias, durante algum tempo, para que o bebê
vá se acostumando e que essa mudança seja menos
difícil.
• Deixar a criança com o seu objeto favorito, como
um brinquedo, pode ajudá-Ia a sentir-se mais segura.
• Estimular a criança a fazer amigos, parabenizando
cada passo que ela der para conseguir superar a sua timidez, mas
ao mesmo tempo sem pressionar para que de uma hora pra outra ela
se tome mais "social".
Não se deve obrigar a criança tímida a se relacionar
com quem não quer. Isso deve ser feito lentamente, pois só
com o tempo é que a criança vai ganhando confiança
em si e nos outros.
Mônica
Flugel Hill
Psicóloga da Coordenação Nacional da Pastoral
da Criança.
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Pastoral da Criança: presença de alegria e esperança
para milhares de famílias acompanhadas em todo o Brasil.
“Nos 24 anos de história da Pastoral da Criança,
muitas ações foram criadas, aperfeiçoadas,
revistas, muito se aprendeu e se ensinou. A Pastoral da Criança
ensinou ao Brasil lições de saúde e solidariedade.
Aprendeu que somente o trabalho conjunto pode promover a transformação
social e mostrou ao mundo como construir a paz.”
José
Maria Mayrink, repórter especial de O Estado de S. Paulo |